Elder Luiz de Santis
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Qui, 04 de Novembro de 2010 10:14

 

(Elder Luiz de Santis)

“As cores da pureza, do amor, da inocência, da ingenuidade, da compaixão e da misericórdia
são sempre mais belas” Assim escreveu o artista Lino Bertrand. Artista  com palavras, artista com  tintas, com  formas.

Pureza, amor, inocência, ingenuidade. Creio eu que ao nascer esses sentimentos nos são dados pelo Criador em plenitude e cabe-nos sua preservação, manutenção. Algumas instituições cuidam disso, como a família, religião e por que não, os primeiros anos escolares. As artes – todas – constroem os meios para essa manutenção. Seja uma pintura, seja uma dança, um poema.

Compaixão e misericórdia. Desenvolvidas a partir da relação do homem com seu meio. Eis a arte novamente como mediadora do desenvolvimento afetivo do homem. Arte como provocadora de sentimentos, arte que eterniza um momento e este momento faz a humanidade repensar sua jornada... De que Monalisa sorri? Quem capta todas as cores de Monet?  Dá para ser racional diante das obras de Miró?

E Capitu? Quem é esta mulher tão dissimulada? E o tal Bentinho que vive em todas as almas que ama? E Fabiano, animalizado pela seca do sertão nordestino? E Rita Baiana e Jerônimo, que se perdem em meio a um personagem coletivo, a um cortiço?

Seja lá qual for a arte, sem ela não seríamos humanos. Ou, sem ela, seríamos menos humanos.

Sem a arte, ficamos distantes de Deus. Pois é a arte que nos faz refletir a e sobre a imagem do Criador.

 

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